Em tempos fiz do amor algo utópico, onde tudo parecia único e impenetrável. Onde a coisa mais banal era refletida num sorriso, num bater forte do coração, num suspiro.
Com o passar dos dias, meses, anos, a vida ensinou-me que nada é como imaginei.
Embora tenha sido muito feliz, o amor trouxe-me desilusões que ainda hoje me fazem chorar compulsivamente, como se não houvesse um amanhã melhor que o dia de hoje.
Percebi que a felicidade do ser humano passa por muito mais que um simples amor de homem e mulher. Passa pelo carinho de uma mãe, pela amizade verdadeira de um amigo, pelo abraço de um pai, pela sensação de prazer ao fazer algo que se gosta com todas as forças.
Se hoje me pedissem para descrever este sentimento que une tanta gente, eu diria que ele é algo maravilhoso, que nos traz momentos bons e maus; que nos faz sentir, por momentos, pessoas únicas no mundo, mas que também magoa muito, quando algo corre mal.
Talvez nunca devesse ter pensado que o amor se destina exclusivamente ao encontro de príncipes e princesas encantados/as, como lemos nas histórias de encantar, onde tudo é perfeito...

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