Será possível amar incondicionalmente alguém e ao mesmo tempo odiar essa pessoa?
Será possível sentir que há gente insubstituível e ao mesmo tempo ter a certeza que é sozinha que me sinto bem?
Uma amalgama de perguntas percorre a minha cabeça... o meu coração. Sinto uma confusão enorme e inexplicável dentro de mim. Parece que nada faz sentido. Tão depressa estou bem, como estou de rastos! Tão depressa sinto que sou a mulher mais feliz do mundo, como de repente parece que o mundo desabou em sob os meus pés!
É triste sentir-me assim...
Há tempos fiz do amor algo perfeito, mas está mais que constatado que essa perfeição reside exclusivamente nos livros que a minha mãe me lia, quando era pequenina, antes de adormecer. Aqueles que eu não me cansava de ouvir e sonhava com eles... noite após noite.
Por muito que tente, por muito que batalhe contra, cada vez tenho mais a certeza de que preciso libertar-me de tudo o que me prende; tudo o que me faz regredir em vez de me dar ânimo para prosseguir em frente! Porque para mim, o céu sempre foi o limite e a minha ambição de ser alguém na vida não pode cair por culpa de gente mesquinha, medíocre e com pouco ou nada para oferecer!
O que em tempos me fascinou, agora afasta-me. Talvez por ter aprendido com os erros que cometi ou até mesmo por estar a crescer e a perceber que dezoito, dezanove, vinte anos só se tem uma vez na vida. Esses nunca mais voltam e devem ser aproveitados... ao máximo!!
Há que saber aproveitar o que a vida nos proporciona, mas o mais importante é saber reconhecer que já não dá! Que não vale a pena lutar contra uma coisa impossível.
Acho que chegou essa altura...
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